Testando o technorati
WTF: Britney Spears Britney Spears
WTF: 11870 11870
WTF: Myspace Myspace
WTF: Youtube Youtube
WTF: American Idol American Idol
WTF: Antonella Barba Antonella Barba
WTF: Web 2.0 Web 2.0
WTF: Clay Aiken Clay Aiken
WTF: Fowa Fowa
WTF: Joost Joost
ps: inspirado no cata-cornos do dahmer
Metáforas, ah as metáforas… (torrents, compartilhamento)
Estava lendo esta reportagem bacana da Vanity Fair – sobre o Pirate Bay e compartilhamento de arquivos – e me veio uma metáfora interessante na cabeça que vou escrever para não esquecer.
Na matéria, diz-se que quanto mais a indústria pressionar, melhor (mais anônimos, rápidos, eficientes etc) serão os programas de compartilhamento (de fato, a coisa evoluiu bastante desde o Napster). Como uma seleção natural, vão surgindo softwares mais adaptados e usuários mais safos. A estratégia, então, da indústria (e desconfio que a Apple já esteja fazendo isso), deveria ser diminuir a pressão e oferecer mais “facilidades”, para que morra a inovação esperta e sobrevivam os usuários lesos, acostumados com programinhas fáceis e que entregam, preferencialmente, o montão de lixo que as gravadoras e estúdios adoram massificar.
Monbiot, Loose Change, é caflito!
Ao lado, sob o título Pogobol, indico o site do filme Loose Change. O título “Eu acredito” é, obviamente, um pouco brincadeira (quesa um “a verdade está lá fora”, que talvez usasse se fosse fã de Arquivo X). Mas o fato é que um cara muito foda, o britânico George Monbiot escreveu duas colunas matadoras, destruindo o filme. Essa é a primeira:
http://www.monbiot.com/archives/2007/02/12/short-changed/
Nessa, ele desmonta a complô denunciada, fala que o filme usa as fontes de maneira canalha, e afirma que o movimento anti-ocupação do Iraque só perde credibilidade ao acreditar nessas bobagens.
Na segunda coluna, ele repete os argumentos de maneira ainda mais virulenta e afirma sua perplexidade com a reação dos comentaristas de seu blog, que o estão chamando de vendido.
Não vi o filme todo (só uns pedaços, ainda não tive saco de ver inteiro porque é cansativo, difícil de acompanhar), mas muito do que ele fala é verdade, falta apuração e a grande sacada é o formato video clip, não muito comum num documentário esquedoso. Mas, ao mesmo tempo, embora o pacote de explicações do filme não satisfaça, não dá pra negar que tem coisa interessante lá, algumas lebres são levantadas e… pô, também não é pra levar tão a sério assim. Talvez esse seja o problema, o filme me parece despretensioso e exploratório, até pela teoria que anuncia, e não é pra ser lido como A grande explicação. Se for lido dessa forma, Monbiot tem razão, mais atrapalha que ajuda.
Na dúvida tô colocando o link para o Monbiot, que eu tinha esquecido, no Pogobol.
Escolas, iPods, Jobs e Outsourcing
Na Wired, um artigo – mais ou menos, não é muito bom – critica a opinião de Steve Jobs sobre as escolas.
Vou traduzir só o trecho mais engraçado (é por isso que o artigo vale):
Jobs knows a lot about schools; he’s been selling computers to them for more than 30 years. But don’t you love it when a billionaire who sends his own kids to private school applies half-baked business platitudes to complex problems like schools? I’m surprised Jobs didn’t suggest we outsource education to the same non-union Chinese factories that build his iPods.
“Jobs sabe muito de escolas; ele tem vendido computadores a elas a mais de 30 anos. Mas você não adora quando um bilionário que manda seus filhos para escolas particulares aplica suas mal-passadas platitudes do mundo dos negócios a problemas complexos como as escolas? Estou surpreso que ele não sugeriu que terceirizássemos nossa educação mas as mesmas fábricas não sindicalizadas em que fabrica seus iPods.”
eheheh. Jobs afirmou que a culpa do ensino ruim das escolas americanas era dos professores sindicalizados.
Cobertura aérea
Até pouco, ninguém reportava muito sobre os aeroportos.
Agora, o rádio dá boletins frequentes, falando de quantos aviões atrasaram etc.
A notícia funciona de duas formas: ouvida sem atenção dá impressão de ser uma continuação da crise aérea, mesmo quando o culpado é a chuva ou as companhias aéreas, cada vez mais desleixadas com os passageiros; se você presta atenção, e saca que não tem a ver com as cagadas do governo, no mínimo nínguem te deixa esquecer que elas aconteceram…
Google Masterplan
Essa do Venter eu não sabia. Altamente preocupante. Muito.
É impressionante como as pessoas tomam as teorias sobre o Google logo como “teoria da conspiração”. Como se dizer “não serás malvado” bastasse.
Nós e o Haiti
Não tenho opinião sobre a presença do Brasil no Haiti. Depois de a merda feita pelos EUA não sei se simplesmente não enviar tropas seria uma boa solução. Talvez tenha sido menos pior assim.
Bom, o lance é que, segundo este link aqui, no dia 7 de fevereiro aconteceu uma manifestação em todo o mundo pela saída das tropas da ONU no Haiti. Até aí tudo bem, mas o texto diz q houve uma marcha de 6 mil pessoas no Brasil:
Rio de Janeiro, Brazil – A demonstration of more than 6,000 youth and students marched through the center of Rio de Janeiro Feb. 1st — with two demands:
1) Immediate withdrawal of all Brazilian UN troops from Haiti! and 2) Demands relating to University reform. The march went to the remains of the old headquarters of the National Students Organization, which was torched by the Brazilian military and paramilitaries and burned to the ground during the US-backed military coup that ousted the democratically elected President Goulart in 1964. That coup resulted in years of repression by the military dictatorship. Many of those same Brazilian military officers were trained by the US military at the School of the Americas, and their brutal traditions live on in the Brazilian-led military occupation of Haiti today.
Tá, foi misturada com algum protesto sobre reforma universitária. Pouco provável que a questão do Haiti tenha sido a principal, provavelmente a direção do movimento misturou a coisa e o povo marchante nem está muito ligado.
Dei uma olhada no google news, procurando notícias sobre o protesto, e não achei nada, parece que a imprensa não comentou. Fica a dúvida se havia mesmo 6 mil pessoas “caminhando e cantando e seguinto a canção”.
De graça até injeção na testa: jornais de metrô
O blog do Luiz Felipe de Alencastro é bem bom. Hoje ele comenta o lançamento de um jornal de metrô francês:
Ontem de manhã, na entrada do metrô, havia pilhas de um novo jornal gratuito, MatinPlus.
Não é o primeiro, nem será o último periódico deste gênero, verdadeira praga, a espalhar-se pelas calçadas parisienses. A diferença é que o Le Monde aparece como um dos dois sócios de MatinPlus. Por que o grande cotidiano francês entrou numa parada destas?
Leia o resto lá
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