The Labor of the Inhuman, Part I: Human

Inhumanism is the extended practical elaboration of humanism; it is born out of a diligent commitment to the project of enlightened humanism. As a universal wave that erases the self-portrait of man drawn in sand, inhumanism is a vector of revision. It relentlessly revises what it means to be human by removing its supposed evident characteristics and preserving certain invariances. At the same time, inhumanism registers itself as a demand for construction, to define what it means to be human by treating human as a constructible hypothesis, a space of navigation and intervention

(…)

http://www.e-flux.com/journal/the-labor-of-the-inhuman-part-i-human/

Tiro pela culatra

(Escrita em 2004. Boto aqui para que não se perca. A Vice publicou hoje sobre a suspensão do programa http://www.vice.com/pt_br/read/o-legado-problematico-do-programa-de-fumigacao-aerea-das-plantaes-de-coca-na-colombia)

Efeito colateral do Plano Colômbia: para driblar as fumigações, plantadores de coca desenvolvem variedade gigante e resistente ao glifosato
Ao que parece, não são só os biológos das universidades que sabem manejar as regras da evolução a seu favor. Traficantes colombianos já desenvolveram novas variedades para suas plantações de coca, que chegam a ser quase três vezes maiores do que os pés tradicionais, com qualidade superior e com maior taxa de alucinógenos. “O que encontramos não foram arbustos, mas árvores”, declarou o coronel Diego Leon Caciedo ao jornal escocês Scotsman. Além de melhores, as novas variedade de coca são resistentes ao glifosato, princípio ativo do herbicida Roundup vendido pela multinacional transgênica Monsanto.

As plantas foram decobertas em uma operação anti-drogas da polícia colombiana nas montanhas de Sierra Nevada, local notório pelas suas plantações de coca e alvo preferencial da fumigações promovidas pelo Plano Colômbia. Especialistas consultados pelo Scotsman estimam terem sido gastos mais de RS$ 315 mi para o desenvolvimento da variedade que, embora resistente ao glifosato, não é transgênica. É uma mistura de variedades potentes, peruanas e outras nativas da própria Colômbia.

Do agente laranja ao glifosato

A resistência ao herbicida não se deve à escolha pelos traficantes do agrotóxico da Monsanto como o defensivo agrícola preferido para as suas plantações. Desde 1999, o bilionário Plano Colômbia, capitaneado pelos Estados Unidos, financia a pulverização com glifosato- entre outras substâncias – de fazendas suspeitas de plantarem coca. A prática não é muito diferente daquela que era usada pelo exército estadunidense no Vietnã, quando espalhava o “agente laranja”, também fornecido pela Monsanto: a nuvem química da fumigação faz terra arrasada ao atingir a cobertura vegetal e mata toda a superfície verde. Há também relatos de danos à saúde de humanos e animais.

O objetivo da fumigação era debilitar economicamente os plantadores de coca e, por consequência, fazer com que os preços do produto no mercado internacional chegassem a níveis bastante altos. Mas não só os preços não caíram como os plantadores estão tornando seu negócio mais eficiente e com maior produtividade. “Nós sabemos que os aviões pulverizadores precisam de uma área alvo de pelo menos três hectares. Então agora temos campos menores e um plantio mais intensivo”, declarou um dos plantadores.

A publicação independente Colombia Journal relata ainda que, na região de Putumayo, outro alvo preferencial das fumigações, a mistura das variedades Peruana, Boliviana, Tingo Pnta Roja e Boliviana Blanca, gerou plantas com ciclos de produção mais curtos, capazes de crescer entre as fumigações. “Houve uma há menos de seis meses”, declarou um produtor. Segundo ele, a variedade que trouxe a resistência ao glifosato foi a Boliviana Blanca.

No Brasil: não pode… mas pode

Pulverizado nas plantações da Colômbia, o glifosato tem mercado crescente no Brasil, embora seu uso nas plantações tenha uma regulamentação confusa. De acordo com o Ministério da Agricultura, a substância não pode ser usada como pós-emergente (borrifado diretamente nas folhas) para as plantações de soja transgênicas. Ele só pode ser usado como pré-emergente, ou seja, antes que a soja cresça. No entanto, o sistema de informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indica o Roundup para uso pós-emergente na soja, entre outras culturas como café, ameixa, arroz, banana, cacau, cana-de-açúcar, maçã, milho, nectarina e outros.

Além de receber os royalties das plantações piratas de transgênicos no Brasil, a Monsanto espera ganhar muito também com o Roundup. Em três anos, a empresa investirá US$ 40 milhões para ampliar sua produção de glifosato no Brasil. A brasileira Nortox, por sua vez, investirá US$ 10 milhões na produção do herbicida, num investimento total que, somado ao das fornecedoras – dela e da Monsanto – deve chegar a US$ 72 milhões.

O uso desse herbicida, no Brasil, tem fiscalização débil – do contrário, não haveria vantagem alguma para o produtor da soja transgênica. Mas internacionalmente crescem as suspeitas de que a substância esteja relacionada a malefícios à saúde como o câncer. A Anvisa classifica o produto como pouco tóxico (o menor de quatro níveis) e pouco perigoso (o segundo menor de quatro níveis) ao meio ambiente.

 

The Japanese Workers Who Live in Internet Cafes

http://motherboard.vice.com/read/the-japanese-workers-who-live-in-internet-cafes

“Sharing” Economy and Self-Exploitation – The New Inquiry

http://thenewinquiry.com/blogs/marginal-utility/sharing-economy-and-self-exploitation/

Robert Reich (The Share-the-Scraps Economy)

http://robertreich.org/post/109894095095

Programa: Ciborgue, precário, zumbi (1o semestre, 2015)

http://www.labjor.unicamp.br/cursos/ementa_1sem_2015%20%281%29.htm

* Programa sujeito a alterações

O curso pretende trazer para a discussão dois personagens em evidência na literatura de ficção científica e discuti-los à luz de bibliografia que pensa questões como transhumanismo, natureza e cultura, hibridismo, cibernética e trabalho.
O desenvolvimento científico e a atual configuração do capitalismo despertam temores e esperanças que por diversas vezes são refletidos e elaborados em obras da ficção popular. Ciborgues e zumbis são figuras frequentes hoje em filmes e livros de ficção científica e terror. Despertam medo e fascínio no público e ganham vida for a das telas. Lidam com ideias como monstruosidade, coletivismo, sobrevivência, evolução, inteligência, força coletiva e consciência.
A partir dessas duas imagens e de dois textos tomados como fundamentais (o Manifesto Ciborgue, de Donna Haraway e o Manifesto Zumbi, de Sarah Juliet Lauro e Karen Embry) vamos discutir o mundo do trabalho no capitalismo contemporâneo, com especial atenção na figura do precariado. Usaremos da tipificação estabelecida por Guy Standing mas também buscaremos críticas a ela e formulações teóricas anteriores.
O curso exige boa compreensão do inglês.

05/03 – Apresentação do programa.
Noite dos Mortos-Vivos http://www.imdb.com/title/tt0063350/ (George Romero)

12/03 – The zombie manifesto : the Marxist revolutions in George A. Romero’s Land of the dead. http://t.co/HHH2Be9L
Dawn of the Dead (Romero) http://www.imdb.com/title/tt0077402/?ref_=fn_al_tt_1

19/03 – Manifesto Comunista http://www.pcdob.org.br/documento.php?id_documento_arquivo=181
Land of the Dead (Romero) http://www.imdb.com/title/tt0418819/?ref_=sr_2

26/03 – Wolf, Eric. “Contested concepts” in Envisioning Power. http://books.google.com.br/books?id=3iVX-Jp129sC&printsec=frontcover&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false
Terminator Salvation http://www.imdb.com/title/tt0438488/?ref_=sr_1

09/04 – Wolf, Eric. “Contested concepts” in Envisioning Power. http://books.google.com.br/books?id=3iVX-Jp129sC&printsec=frontcover&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false

O Triunfo da Vontade – http://pt.wikipedia.org/wiki/Triumph_des_Willens

16/04 -Philipp Breton: “Norbert Wiener e a emergência de uma nova utopia” “A cibernética, ou a emergência da ideia moderna de comunicação”

All Watched Over by Machines of Loving Grace – Love and Power http://en.wikipedia.org/wiki/All_Watched_Over_by_Machines_of_Loving_Grace_%28TV_series%29

23/04 – Philipp Breton: “A segunda guerra dos trinta anos”

“Cibernética, Internet e a nova política dos sistemas informacionais” http://gabinetedigital.rs.gov.br/wp/wp-content/uploads/2013/09/Gabinete-Digital_-An%C3%A1lise-de-uma-experi%C3%AAncia.pdf

Transcendence – http://www.imdb.com/title/tt2209764/

30/04 – Technical Mentality – Gilbert Simondon

http://www.parrhesiajournal.org/parrhesia07/parrhesia07_simondon2.pdf

“TECHNICAL MENTALITY” REVISITED: BRIAN MASSUMI ON GILBERT SIMONDON
With Arne De Boever, Alex Murray and Jon Roffe

http://www.parrhesiajournal.org/parrhesia07/parrhesia07_massumi.pdf

Black Mirror – The Entire History of You http://en.wikipedia.org/wiki/The_Entire_History_of_You

07/05 – Manifesto ciborgue – Ciência, tecnologia e feminismo-socialista no final do século XX
Donna J. Haraway
Sleep Dealer (2008) http://www.imdb.com/title/tt0804529/?ref_=sr_1

14/05 – Sem aula – Evento Lavits

21/05 – Haraway, Donna. Companion Species Manifesto http://www.spurse.org/wiki/images/1/14/Haraway,_Companion_Species_Manifesto.pdf
Project Nim http://www.imdb.com/title/tt1814836/

28/05 – A Zombie Manifesto: The Nonhuman Condition in the Era of Advanced Capitalism
Sarah Juliet Lauro and Karen Embry

http://boundary2.dukejournals.org/content/35/1/85.full.pdf+html

American Zombie (2007) http://www.imdb.com/title/tt0765430/

11/06 – Precariat – Guy Standing (capítulo a definir) – http://www.youtube.com/watch?v=-jJt-5i_dls

Black Mirror – Fifteen Million Merits – http://en.wikipedia.org/wiki/Fifteen_Million_Merits

18/06 -Para onde vai o precariado brasileiro? Sindicalismo e hegemonia no Brasil contemporâneo
Ruy Braga – http://novo.fpabramo.org.br/sites/default/files/6.perseu10.braga_.pdf

Ruy Braga apresenta “A política do precariado: do populismo à hegemonia lulista” – http://www.youtube.com/watch?v=F8A-HkhA_VE

Precariado: a espinha dorsal dos protestos nas ruas das 353 cidades brasileiras. Entrevista especial com Giovanni Alves – http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/521567-a-insatisfacao-social-acumulada-entrevista-especial-com-giovanni-alves

Metropolis http://www.imdb.com/title/tt0017136/

25/06 – A definir

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Livros/filmes/séries recomendados:
The Walking Dead
Battlestar Galactica
Robopocalypse- Daniel H Wilson
Repo Men (2010) – Miguel Sapochnik
Metropolis
King of Zombies (1941) – http://www.youtube.com/watch?v=RkzwRPq0dGU
Futuros Imaginários – R. Barbrook
From Counterculture to Cyberculture: Stewart Brand, the Whole Earth Network, and the Rise of
Digital Utopianism – Fred Turner
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Avaliação
– Fichamentos, de até duas páginas, de quatro obras relevantes lidas ou recomendadas durante o
curso (Haraway, Wolf, Lauro e Embry, Breton, Standing) (25%)

-Trabalho final sobre temas do curso envolvendo no mínimo dois autores estudados (75%)

Eurozine – Defining the precariat – Guy Standing A class in the making

Eurozine – Defining the precariat – Guy Standing A class in the making.

“Broadly speaking, while the old classes persist in some parts of the world, we can identify seven groups. At the top is an elite, consisting of a tiny number of absurdly rich global citizens lording it over the universe, with their billions of dollars, listed in Forbes as among the great and the good, able to influence governments everywhere and to indulge in munificent philanthropic gestures. Below that elite comes the salariat, still in stable full-time employment, some hoping to move into the elite, the majority just enjoying the trappings of their kind, with their pensions, paid holidays and enterprise benefits, often subsidised by the state. The salariat is concentrated in large corporations, government agencies and public administration, including the civil service.

Alongside the salariat, in more senses than one, is a (so far) smaller group of proficians. This term combines the traditional ideas of “professional” and “technician” but covers those with bundles of skills that they can market, earning high incomes on contract, as consultants or independent own-account workers. The proficians are the equivalent of the yeomen, knights and squires of the Middle Ages. They live with the expectation and desire to move around, without an impulse for long-term, full-time employment in a single enterprise. The “standard employment relationship” is not for them.

Below the proficians, in terms of income, is a shrinking “core” of manual employees, the essence of the old “working class”. The welfare states were built with them in mind, as were the systems of labour regulation. But the battalions of industrial labourers who formed the labour movements have shrivelled and lost their sense of social solidarity.

Underneath those four groups, there is the growing “precariat”, flanked by an army of unemployed and a detached group of socially ill misfits living off the dregs of society. The character of this fragmented class structure is discussed elsewhere.[2] It is the precariat that we want to identify here.

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